Emprego do sinal indicativo de crase
Crase Definitiva: O Guia para não errar mais em Concursos
A regra geral você já conhece: a (preposição) + a (artigo) = à. No entanto, a prova de concurso vai testar sua atenção nos detalhes. Confira o resumo estratégico:
1. O "Pulo do Gato": O Teste da Substituição
Antes de decorar regras, use a técnica mais infalível: substitua a palavra feminina por uma masculina equivalente.
Se o "a" virar "ao", a crase é obrigatória.
Se o "a" virar apenas "o" ou "a", não há crase.
Exemplo: Vou à escola (Vou ao colégio). / Assisti à peça (Assisti ao filme).
2. Casos Obrigatórios (Onde a crase mora)
Além da substituição, existem casos em que o sinal grave é regra fixa:
Indicação de Horas exatas: "Sairei às 14h". (Dica: se puder substituir por "ao meio-dia", tem crase).
Locuções Adverbiais Femininas: Às pressas, à medida que, à noite, à tarde, à direita, às vezes.
Expressão "À moda de": Mesmo que a palavra "moda" esteja oculta e a palavra seguinte seja masculina.
Exemplo: "Bife à [moda de] Oswaldo Aranha"; "Corte de cabelo à [moda de] Neymar".
3. Os "Proibidões" (Onde as bancas tentam te enganar)
Aqui estão as maiores pegadinhas. As bancas colocam essas frases para ver se você está no "automático":
Antes de Verbos: Nunca se usa crase antes de verbo no infinitivo.
Errado: "Disposto à ajudar". | Certo: "Disposto a ajudar".
Antes de Masculinos: "Andar a pé", "Venda a prazo".
Palavras Repetidas: "Dia a dia", "Cara a cara", "Ponta a ponta".
"A" no singular + Palavra no Plural: Se o "a" está sozinho e a palavra seguinte é plural, ele é apenas preposição.
Exemplo: "Refiro-me a festas" (sem crase). / "Refiro-me às festas" (com crase).
Antes de Pronomes Pessoais e de Tratamento: "Entreguei a ela"; "Direi a Vossa Senhoria". (Exceções: Senhora, Senhorita e Dona aceitam crase).
4. Casos Facultativos (A escolha é sua)
As bancas adoram perguntar se a retirada do acento "prejudica a correção gramatical". Nestes três casos, tanto faz:
Antes de nomes próprios femininos: "Enviei o convite a Paula" ou "à Paula".
Antes de pronome possessivo feminino (minha, tua, sua...): "Refiro-me a sua mãe" ou "à sua mãe".
Depois da preposição ATÉ: "Vou até a praia" ou "Vou até à praia".
5. Casos Especiais: Casa, Terra e Distância
Estas três palavras possuem regras próprias que despencam em provas:
CASA: Só tem crase se estiver especificada.
"Cheguei a casa" (sem crase).
"Cheguei à casa de meus pais" (especificada = com crase).
TERRA: No sentido de "chão firme" (antônimo de mar/bordo), não tem crase. Se for o planeta ou "terra natal", tem crase.
"Os marinheiros voltaram a terra".
"Voltarei à terra dos meus avós".
DISTÂNCIA: Só tem crase se a distância estiver determinada.
"O curso é a distância".
"O curso é à distância de 100 metros".
6. Pegadinhas Frequentes das Bancas
Paralelismo Sintático: A banca propõe "De segunda a sexta". Como não há artigo antes de "segunda" (não é "Da"), não pode haver crase antes de "sexta". O correto é: De... a... ou Da... à....
Pronomes Relativos: "Esta é a regra à qual me referi". (Quem se refere, se refere a + a qual). Teste trocando por "o qual": "Este é o regulamento ao qual me referi".
Conclusão: O segredo é o verbo!
A crase depende da Regência. Se o verbo ou substantivo não "pedir" a preposição A, não haverá crase, mesmo que a palavra seguinte seja feminina.
Exemplo clássico: "Eu visitei a cidade". (Quem visita, visita algo — não pede preposição "a", logo, sem crase).
Bônus para fixação:




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