Intertextualidade


 

Intertextualidade: Como os Textos Conversam entre Si

Nenhum texto é criado no vácuo. Todo autor carrega consigo uma bagagem de leituras que acaba transparecendo em sua obra. Para o concurseiro, identificar essa "conversa" é a chave para resolver questões complexas de interpretação.

1. Tipos de Intertextualidade: O que você precisa saber

Existem várias formas de um texto se referir a outro. As bancas costumam cobrar as seguintes:

A. Paráfrase (Intertextualidade de Aprovação)

O autor reafirma as ideias de um texto original, mas utilizando suas próprias palavras. O objetivo é manter o sentido original, muitas vezes para torná-lo mais claro ou adaptá-lo a um novo contexto.

  • Foco na Prova: A banca perguntará se a reescritura mantém o sentido original.

B. Paródia (Intertextualidade de Ruptura)

É uma subversão do texto original. O autor utiliza a estrutura de um texto conhecido para criar um sentido novo, geralmente crítico, irônico ou humorístico.

  • Foco na Prova: Identificar a intenção do autor em contestar ou satirizar a obra original.

C. Alusão ou Referência

O texto faz uma menção rápida e indireta a um evento, personagem ou obra, sem necessariamente explicá-la. Exige conhecimento de mundo do leitor.

  • Exemplo: "Ele vive um verdadeiro amor platônico." (Alusão à filosofia de Platão).

D. Epígrafe

É aquela frase curta colocada no início de um texto ou capítulo para introduzir o tema que será tratado, servindo como uma "pista" da intenção do autor.


2. Intertextualidade Explícita vs. Implícita

Esta é a distinção preferida dos examinadores para criar pegadinhas:

  • Explícita: O autor cita a fonte, usa aspas ou menciona o nome do autor original. É fácil de identificar e não exige grande esforço de memória do leitor.

  • Implícita: É a mais perigosa. Não há citação direta. O leitor precisa ter o conhecimento prévio da obra original para perceber que o texto está dialogando com ela. Se você não conhece o texto base, a intertextualidade passa despercebida.


3. Onde moram as "Pegadinhas" das Bancas

  1. Confundir Paráfrase com Paródia: A banca pode apresentar um texto que altera levemente o sentido original (paródia) e afirmar que se trata de uma paráfrase (que deveria manter o sentido). Fique atento à intenção do autor.

  2. Conhecimento de Mundo Limitado: Muitas questões trazem letras de música ou poemas que dialogam com fatos históricos ou passagens bíblicas. Se o candidato não captar a alusão, errará a interpretação central.

  3. Intertextualidade Visual: Em provas que usam tirinhas ou charges, a intertextualidade pode estar no traço ou na pose de um personagem que remete a uma obra de arte famosa (como "O Grito" ou a "Monalisa").


4. Quadro Resumo: O Diálogo dos Textos

TipoObjetivoRelação com o Original
ParáfraseReafirmarConcordância / Reiteração
ParódiaSubverterContestação / Ironia
PasticheImitar o estiloHomenagem / Semelhança
CitaçãoFundamentarFidelidade Literal

5. Dica de Ouro para Concursos

Ao encontrar um texto que parece familiar, pergunte-se:

  1. Eu conheço a obra que serviu de base para este texto?

  2. O autor atual está concordando (paráfrase) ou "zoando"/criticando (paródia) o original?

  3. A referência é clara (explícita) ou está escondida nas entrelinhas (implícita)?

Responder a essas três perguntas garante 90% de acerto em questões sobre o tema.


Conclusão: Amplie seu repertório

A intertextualidade testa o seu nível de leitura. Por isso, as bancas a utilizam como filtro para cargos de alto nível. Quanto mais você lê, mais "conversas" entre os textos você consegue ouvir.

Bônus Para Fixação:


Lembrete: Os Artigos aqui expostos, são resumos dos assuntos. 

E devido as diferenças das bancas para concurso publico, na forma como esses assuntos são cobrados, buscarei atualizar os artigos futuramente, com adições de dicas que possam facilitar a compreenção do conteúdo. 

Até lá, Bons Estudos! E não deixe de me seguir nas minhas redes sociais.

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